
Vasectomia: Como Funciona, Recuperação e Reversão
Entenda como é feita a vasectomia, o tempo de recuperação, a cicatriz, a ejaculação após a cirurgia e a possibilidade de reversão do procedimento cirúrgico.
8 de outubro de 2026
Por Hospital e Maternidade Santa Cecília

A hérnia é a saída de uma parte do intestino ou de outro tecido abdominal através de um ponto fraco da parede muscular do abdômen. A forma mais comum é a hérnia inguinal, localizada na virilha, mas também existem hérnias umbilicais, incisionais (que surgem em cicatrizes de cirurgias anteriores) e femorais. A cirurgia é o único tratamento capaz de corrigir definitivamente o problema.
A parede abdominal é formada por camadas de músculo e tecido fibroso que seguram os órgãos internos no lugar. Quando existe um ponto de fraqueza nessa parede, a pressão interna do abdômen empurra um "saco" através dessa abertura, formando um abaulamento visível ou palpável. Fatores que aumentam o risco de hérnia incluem:
Esforço físico repetitivo ou levantamento de peso excessivo
Tosse crônica
Constipação intestinal crônica e esforço para evacuar
Obesidade
Gravidez
Cirurgias abdominais prévias (no caso das hérnias incisionais)
Idade avançada, pela perda natural de força da musculatura
Abaulamento ou "caroço" na virilha, abdômen ou próximo a uma cicatriz cirúrgica
Dor ou desconforto no local, que piora ao fazer esforço, tossir ou ficar em pé por muito tempo
Sensação de peso ou queimação na região
Em casos mais graves, náusea, vômito e dor intensa, que podem indicar que a hérnia está "presa" (encarcerada) ou com o suprimento de sangue comprometido (estrangulada) — essa é uma emergência médica.
Nem toda hérnia precisa ser operada imediatamente. Em homens com hérnia inguinal sem sintomas ou com sintomas leves, pode-se optar por observação clínica (também chamada de conduta expectante), acompanhando a evolução com o médico. Já em mulheres, a cirurgia costuma ser indicada mesmo sem sintomas, pois há maior risco de hérnia femoral, que tem mais chance de complicações graves.
A cirurgia é recomendada quando há:
Dor significativa que atrapalha as atividades do dia a dia
Aumento progressivo do tamanho da hérnia
Sinais de encarceramento ou estrangulamento (emergência cirúrgica)
Hérnia femoral, pelo maior risco de complicações
O tratamento definitivo envolve o reposicionamento do tecido herniado e o reforço da parede abdominal, geralmente com uso de uma tela sintética, que reduz significativamente o risco de a hérnia voltar a aparecer (recidiva). As principais técnicas são:
Cirurgia aberta com tela (técnica de Lichtenstein):
feita através de um corte na pele, é a técnica mais utilizada no mundo. Pode ser feita com anestesia local, sedação ou geral.
Cirurgia laparoscópica (TAPP ou TEP):
realizada por pequenos cortes com auxílio de câmera, costuma causar menos dor no pós-operatório imediato e é indicada especialmente para hérnias bilaterais, recidivadas ou em alguns casos selecionados.
Cirurgia robótica:
variação da técnica laparoscópica, com instrumentos controlados remotamente pelo cirurgião.
Reparo sem tela (técnica de Shouldice):
reservado para situações específicas, como campos cirúrgicos contaminados, onde o uso de tela pode não ser indicado; tem taxa de recidiva maior que as técnicas com tela.
A escolha da técnica depende do tipo e tamanho da hérnia, histórico cirúrgico do paciente, experiência do cirurgião e preferência do paciente, sendo discutida individualmente com o médico.
A recuperação da cirurgia de hérnia costuma ser rápida na maioria dos casos. Pontos importantes:
É esperado sentir dor ou desconforto na região operada nos primeiros 1 a 2 dias, controlados com analgésicos prescritos
Pode haver manchas roxas (equimose) ao redor da região operada, o que é normal
A caminhada e as atividades leves do dia a dia podem ser retomadas logo após a cirurgia
Atividades de maior esforço, como levantar peso acima de 2 a 4 kg ou correr, devem ser evitadas até a reavaliação médica, geralmente entre 1 e 2 semanas após a cirurgia
Não é necessário repouso absoluto nem restrição prolongada de atividades segundo as diretrizes internacionais mais recentes, desde que a atividade não cause dor
Constipação intestinal deve ser evitada com dieta rica em fibras e, se necessário, uso de laxantes leves, pois o esforço para evacuar aumenta a pressão sobre a área operada
É importante procurar o cirurgião ou um serviço de emergência caso surjam:
Febre acima de 38°C
Calafrios
Dor que piora progressivamente em vez de melhorar
Dificuldade para urinar
Náusea importante que impede a alimentação
Vermelhidão, inchaço significativo ou saída de secreção purulenta pela incisão
Embora a cirurgia de hérnia seja considerada segura e com baixa taxa de complicações graves, é importante que o paciente conheça os riscos possíveis:
Recidiva da hérnia (retorno do problema)
Infecção da ferida operatória ou, mais raramente, da tela
Dor crônica na região da virilha (mais comum em cirurgias abertas do que em laparoscópicas)
Formação de hematoma ou seroma (acúmulo de líquido)
Em homens, risco pequeno de diminuição da circulação sanguínea no testículo, podendo levar à atrofia testicular, e alterações temporárias ou raramente permanentes na função sexual
A grande maioria dos pacientes retorna às atividades normais, incluindo trabalho e exercícios físicos, dentro de poucas semanas, com bons resultados a longo prazo.
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Dheysson de Souza Silva
Redator de conteúdo do Hospital e Maternidade Santa Cecília
Data de publicação:

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