
Laqueadura: o que é, vantagens, desvantagens e recuperação
Entenda como funciona a laqueadura, quem pode realizar o procedimento, vantagens, riscos, recuperação, chances de gravidez e possibilidades de reversão.
Por Hospital e Maternidade Santa Cecília

É comum surgir, durante a gravidez, a dúvida: parto normal ou cesárea?
Entender como cada via de parto funciona, quais são seus benefícios, riscos e em quais situações uma cesárea pode ser necessária ajuda a gestante a conversar com mais segurança com a equipe que acompanha o pré-natal.
A escolha não depende de um único fator. O histórico de saúde da gestante, a evolução da gravidez, a posição e as condições do bebê, além do que acontece durante o trabalho de parto, podem influenciar essa decisão.
Ao longo do pré-natal, exames como o ultrassom morfológico também ajudam a acompanhar o desenvolvimento do bebê e avaliar estruturas como placenta e cordão umbilical.
O parto normal, também chamado de parto vaginal, acontece quando o bebê nasce pelo canal vaginal. Durante o trabalho de parto, as contrações do útero ajudam na dilatação do colo e na descida do bebê.
Em geral, a recuperação após um parto vaginal sem complicações tende a ser mais rápida e o período de internação costuma ser menor em comparação com uma cesárea. Além disso, não há os riscos associados a uma cirurgia abdominal e a uma cicatriz no útero.
Durante o trabalho de parto, pode haver dor, que pode ser controlada com métodos não medicamentosos e, quando indicado e disponível, analgesia. Também podem ocorrer lacerações do períneo e, em algumas situações, pode ser necessário utilizar instrumentos, como fórceps ou vácuo-extrator, para auxiliar o nascimento.
O contato pele a pele e o início da amamentação podem ser estimulados após o nascimento tanto no parto vaginal quanto na cesárea, desde que as condições clínicas da mãe e do bebê permitam.
A cesárea é uma cirurgia em que o bebê nasce por meio de incisões realizadas no abdômen e no útero. Geralmente é feita com anestesia regional, como raquidiana ou peridural, permitindo que a gestante permaneça acordada durante o nascimento.
Ela pode ser programada antes do início do trabalho de parto ou indicada durante sua evolução. Dependendo da situação clínica, um procedimento cirúrgico pode ser classificado como eletivo, de urgência ou de emergência.
Por ser uma cirurgia, a recuperação costuma ser mais longa do que após um parto vaginal sem complicações. Entre os possíveis riscos estão infecção, sangramento, trombose e complicações relacionadas ao procedimento cirúrgico e à anestesia.
A presença de uma cicatriz uterina também deve ser considerada em futuras gestações. O risco de algumas alterações da placenta, como placenta prévia e espectro da placenta acreta, aumenta conforme cresce o número de cesáreas anteriores. [1]
A principal diferença está na forma como o bebê nasce.
No parto normal, o nascimento ocorre pelo canal vaginal e geralmente é precedido pelo trabalho de parto. Na cesárea, o nascimento acontece por meio de uma cirurgia abdominal.
A recuperação após o parto vaginal costuma ser mais rápida quando não há complicações. Já após a cesárea, é necessário também o período de recuperação da cirurgia.
A experiência de dor também é diferente. No parto vaginal, a dor tende a se concentrar principalmente durante o trabalho de parto, embora possa permanecer durante a recuperação em casos de laceração ou outros traumas perineais. Na cesárea, a anestesia controla a dor durante a cirurgia, mas é comum haver dor e limitação de movimentos durante os primeiros dias do pós-operatório.
Nenhuma dessas características, isoladamente, determina qual via de parto deve ser escolhida para todas as gestantes.
Cada via de parto apresenta benefícios e riscos diferentes.
O parto vaginal evita uma cirurgia abdominal e costuma estar relacionado a uma recuperação materna mais rápida. Em contrapartida, pode ocorrer trauma do períneo e, em algumas mulheres, alterações do assoalho pélvico no longo prazo.
A cesárea pode ser necessária para reduzir riscos maternos ou fetais em determinadas situações obstétricas. Quando comparada ao parto vaginal, entretanto, envolve os riscos próprios de uma cirurgia e pode ter repercussões em futuras gestações.
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada na PLOS Medicine encontrou associação entre cesárea e menor ocorrência futura de incontinência urinária e prolapso de órgãos pélvicos, mas também encontrou associação com maior ocorrência de alguns problemas em gestações posteriores. Entre as crianças nascidas por cesárea, os estudos analisados encontraram maior ocorrência de asma e obesidade. [3]
Esses resultados precisam ser interpretados com cuidado. Grande parte dos estudos incluídos era observacional, portanto essas associações não demonstram que a cesárea seja diretamente responsável por esses desfechos. [3]
A cesárea pode ser indicada quando, após avaliação da equipe obstétrica, seus benefícios forem considerados maiores do que os riscos de continuar a gestação ou realizar um parto vaginal.
Algumas situações que podem levar à indicação incluem:
Alterações no bem-estar fetal: quando a avaliação do bebê sugere comprometimento e há necessidade de realizar o nascimento rapidamente.
Placenta prévia: principalmente quando a placenta recobre a abertura do colo do útero e impede a passagem segura do bebê.
Apresentação pélvica: quando o bebê está sentado. Dependendo das condições da gestação, pode ser considerada a tentativa de versão cefálica externa para colocá-lo de cabeça para baixo. Quando ela é contraindicada, não pode ser realizada ou não funciona, a cesárea pode ser recomendada. [1]
Posição transversa do bebê: quando ele permanece atravessado no útero e não há condições para um parto vaginal.
Prolapso do cordão umbilical: situação em que o cordão desce pelo canal de parto antes do bebê e pode sofrer compressão, comprometendo o fornecimento de oxigênio.
Falha na progressão do trabalho de parto: quando a dilatação ou a descida do bebê não evolui adequadamente após avaliação obstétrica.
Algumas gestações múltiplas: a via de parto depende, entre outros fatores, do número de bebês, da posição de cada um e das condições maternas e fetais.
Algumas complicações maternas ou da gestação: determinadas situações de pré-eclâmpsia, doenças maternas ou outras complicações podem exigir antecipação do nascimento e, em alguns casos, uma cesárea.
Suspeita de bebê muito grande: o peso fetal estimado, a presença de diabetes e outros fatores maternos e obstétricos são considerados antes da definição da via de parto.
Essas situações não devem ser interpretadas isoladamente como uma lista de indicações automáticas. A decisão depende das características de cada gestação.
Em alguns casos, sim.
Ter realizado uma cesárea anteriormente não significa que todos os partos seguintes precisam necessariamente ocorrer por cesárea.
A possibilidade de parto vaginal após cesárea depende de fatores como o tipo de incisão realizada anteriormente no útero, o motivo da primeira cesárea, o número de cesáreas anteriores, as condições da gestação atual e a disponibilidade de uma estrutura capaz de realizar uma cesárea rapidamente caso seja necessária.
A equipe obstétrica pode avaliar esses fatores durante o pré-natal e discutir os riscos e benefícios de uma tentativa de parto vaginal após cesárea.
No Brasil, existe a possibilidade de cesárea a pedido da gestante em uma gravidez de risco habitual.
Segundo o Conselho Federal de Medicina, a decisão deve ocorrer após a gestante receber informações sobre os benefícios e riscos do parto vaginal e da cesárea. A cesárea eletiva a pedido somente pode ser realizada a partir de 39 semanas completas de gestação, com registro da decisão em prontuário. [5]
As evidências disponíveis ainda são limitadas para comparar diretamente todos os benefícios e riscos da cesárea a pedido com os do parto vaginal planejado, principalmente em relação aos efeitos de longo prazo. [4]
Por isso, além das preferências da gestante, devem ser considerados seu histórico de saúde, planos para futuras gestações e possíveis riscos individuais.
Não existe uma única via de parto adequada para todas as gestações.
A decisão deve considerar as condições da gestante e do bebê, o histórico obstétrico, a evolução da gravidez, as preferências da mulher e, em algumas situações, acontecimentos que só podem ser avaliados durante o trabalho de parto.
Por isso, o pré-natal é um bom momento para conversar sobre as diferentes possibilidades, esclarecer dúvidas e entender em quais circunstâncias o planejamento inicial pode precisar ser modificado.
O pré-natal também é o momento para acompanhar a evolução da gestação, esclarecer dúvidas e reconhecer sintomas da gravidez que podem precisar de avaliação médica.
Ter informação de qualidade e manter uma conversa aberta com a equipe obstétrica ajuda a gestante a participar das decisões sobre o nascimento do bebê com maior segurança.

Entenda como funciona a laqueadura, quem pode realizar o procedimento, vantagens, riscos, recuperação, chances de gravidez e possibilidades de reversão.

Histerectomia: quando é indicada, como é feita (vaginal, laparoscópica ou abdominal), preparo pré-operatório, recuperação esperada e as mudanças hormonais e corporais após a remoção do útero.

Entenda o que é a cirurgia de vesícula, quando ela é realmente necessária, como é feita por vídeo e como é a recuperação. Conte com a equipe de Cirurgia Geral do Hospital e Maternidade Santa Cecília para o diagnóstico e tratamento.