
Mioma no útero: sintomas, causas e tratamentos
Entenda o que é mioma uterino, quais sintomas podem aparecer, como o diagnóstico é feito e em quais situações o tratamento é indicado.
23 de outubro de 2026
Por Hospital e Maternidade Santa Cecília

Dor ou queimação na parte superior do abdômen, náuseas e sensação de estômago cheio são sintomas frequentemente associados à gastrite.
No entanto, esses sinais também podem ocorrer em outras condições digestivas, como refluxo gastroesofágico, úlcera e dispepsia funcional.
A gastrite é uma inflamação da mucosa, a camada que reveste o interior do estômago. Ela pode ter diferentes causas, e nem sempre provoca sintomas.
O tratamento depende da origem da inflamação. Por isso, identificar corretamente o problema é importante, especialmente quando o desconforto se torna frequente.
Muitas pessoas com gastrite não apresentam sintomas.
Quando eles ocorrem, podem incluir:
Dor ou desconforto na parte superior do abdômen.
Náuseas.
Vômitos.
Sensação de saciedade após comer pequenas quantidades.
Sensação de estômago muito cheio após as refeições.
Falta de apetite.
Essas manifestações não são exclusivas da gastrite.
A intensidade dos sintomas também não revela, necessariamente, a gravidade das alterações encontradas no estômago.
Por exemplo, uma pessoa pode apresentar desconforto importante sem inflamação significativa, enquanto outra pode ter gastrite identificada em um exame sem sentir nada.
Existem diferentes causas de inflamação da mucosa do estômago.
Entre as principais estão a infecção pela bactéria Helicobacter pylori e a gastrite autoimune.
Medicamentos e substâncias irritantes também podem provocar lesões na mucosa gástrica, às vezes classificadas como gastropatia, condição que não é exatamente igual à gastrite.
A Helicobacter pylori, também chamada de H. pylori, é uma bactéria capaz de colonizar o estômago.
Sua presença pode provocar inflamação crônica da mucosa gástrica.
Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas, mas a infecção pode estar associada ao desenvolvimento de úlceras e ao aumento do risco de câncer gástrico.
Quando a infecção é confirmada, o tratamento geralmente envolve uma combinação específica de medicamentos prescritos pelo médico.
Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e diclofenaco, podem prejudicar os mecanismos de proteção da mucosa gástrica.
O uso frequente ou prolongado, especialmente sem acompanhamento médico, aumenta o risco de lesões, úlceras e sangramento digestivo.
Pessoas que precisam utilizar esses medicamentos regularmente devem conversar com o profissional responsável sobre seus riscos e possíveis medidas de proteção.
Na gastrite autoimune, o sistema imunológico ataca células da mucosa do estômago.
Essa condição pode prejudicar a absorção de vitamina B12 e ferro, favorecendo o desenvolvimento de determinados tipos de anemia.
O acompanhamento depende dos achados clínicos e dos exames realizados.
A expressão "gastrite nervosa" é popularmente utilizada para descrever dor, queimação ou desconforto no estômago associados a períodos de ansiedade ou estresse.
Entretanto, esses sintomas não significam necessariamente que exista inflamação da mucosa gástrica.
O estresse psicológico pode influenciar a percepção da dor e o funcionamento do sistema digestivo. Uma das condições que podem estar relacionadas a esse processo é a dispepsia funcional.
Também existe uma condição chamada gastrite de estresse, mas ela se refere principalmente a lesões que podem ocorrer em pacientes gravemente enfermos, como aqueles internados em terapia intensiva.
Por isso, sintomas digestivos associados à ansiedade não devem ser automaticamente classificados como gastrite.
A avaliação médica ajuda a diferenciar as possíveis causas.
O diagnóstico começa pela análise dos sintomas, do histórico clínico e do uso de medicamentos.
Dependendo da situação, o médico pode solicitar exames para investigar a presença de H. pylori ou alterações no estômago.
A endoscopia digestiva alta permite observar o interior do esôfago, estômago e duodeno com uma câmera acoplada a um tubo flexível.
Durante o exame, o médico pode identificar alterações na mucosa e coletar pequenas amostras de tecido para biópsia.
A análise dessas amostras pode auxiliar na confirmação do diagnóstico e na investigação de suas causas.
Nem toda pessoa com dor de estômago precisa fazer endoscopia. A indicação depende de fatores como idade, sintomas, histórico e sinais de alerta.
A investigação dessa bactéria pode envolver testes respiratórios, pesquisa de antígeno nas fezes ou análise de amostras obtidas durante a endoscopia.
O método indicado varia conforme a situação clínica.
O tratamento depende do motivo pelo qual a mucosa do estômago está inflamada.
Quando existe infecção por H. pylori, o médico pode prescrever uma combinação de antibióticos e medicamentos que reduzem a acidez gástrica.
Após o tratamento da infecção, é importante confirmar sua eliminação com um teste adequado, no momento recomendado pelo médico.
Quando as alterações estão relacionadas ao uso de anti-inflamatórios, pode ser necessário revisar o medicamento utilizado e considerar alternativas.
Outras situações, como a gastrite autoimune, exigem acompanhamento específico e eventual correção de deficiências nutricionais.
O uso de omeprazol ou de outros medicamentos que reduzem a acidez não trata todas as causas possíveis. Por isso, a automedicação pode atrasar a identificação do problema.
Não existe uma regra alimentar única para todas as pessoas com gastrite.
Café, bebidas alcoólicas e determinados alimentos podem piorar o desconforto em alguns pacientes, mas não são responsáveis pela maioria dos casos de inflamação da mucosa gástrica.
Se um alimento provoca sintomas de forma repetida, pode ser útil reduzir seu consumo e conversar com um profissional de saúde.
Restrições alimentares extensas, sem necessidade clínica, podem prejudicar a qualidade da alimentação.
O mais importante é tratar a causa identificada, em vez de depender exclusivamente de mudanças na dieta.
A maioria dos diagnósticos de gastrite não significa que a pessoa desenvolverá câncer.
Entretanto, algumas condições, especialmente a infecção persistente por H. pylori e determinados tipos de gastrite crônica com alterações da mucosa, estão associadas a maior risco de câncer gástrico.
Isso não quer dizer que toda pessoa infectada desenvolverá a doença.
A investigação e o tratamento adequados ajudam a reduzir riscos relacionados à infecção e permitem acompanhar pacientes que precisam de cuidados específicos.
Alguns sintomas precisam de avaliação médica, especialmente quando persistem ou pioram:
Dor abdominal recorrente ou progressiva.
Vômitos frequentes.
Perda de peso sem explicação.
Falta de apetite persistente.
Dificuldade para engolir.
Suspeita de anemia.
Vômito com sangue, vômito semelhante a borra de café, fezes pretas como piche, desmaio ou dor abdominal intensa exigem atendimento imediato.
Esses sinais podem indicar sangramento digestivo ou outras condições que precisam ser investigadas rapidamente.
Se você apresenta dores frequentes no estômago, queimação persistente ou alterações digestivas que prejudicam sua rotina, procure uma avaliação.
O gastroenterologista pode investigar as causas dos sintomas e definir se existe necessidade de exames, como a endoscopia digestiva alta.
O Hospital e Maternidade Santa Cecília, em Espigão d'Oeste, oferece atendimento em gastroenterologia e exames endoscópicos para avaliação do sistema digestivo.
Dheysson de Souza Silva
Redator de conteúdo do Hospital e Maternidade Santa Cecília
Data de publicação:

Entenda o que é mioma uterino, quais sintomas podem aparecer, como o diagnóstico é feito e em quais situações o tratamento é indicado.

Vai fazer colonoscopia? Saiba como funciona o preparo, os cuidados com alimentação e medicamentos e o que fazer em caso de dúvidas.

Sangramento, coceira ou dor anal? Entenda os tipos de hemorroida, como é feito o diagnóstico e quais tratamentos podem ser indicados.