
Gastrite: sintomas, causas e como é feito o tratamento
Gastrite nem sempre causa sintomas. Conheça as principais causas, como é feito o diagnóstico e os tratamentos indicados em cada situação.
23 de outubro de 2026
Por Hospital e Maternidade Santa Cecília

Sangramento ao evacuar, coceira na região anal e desconforto ao sentar podem ser sinais de hemorroida. Essa é uma condição comum, mas ainda provoca dúvidas, principalmente sobre sua gravidade e a necessidade de cirurgia.
A hemorroida ocorre quando estruturas vasculares presentes no ânus e na parte inferior do reto ficam aumentadas ou deslocadas, provocando sintomas. Dependendo de sua localização, ela pode ser interna ou externa.
Embora muitos casos melhorem com mudanças de hábitos e tratamento clínico, algumas situações precisam de procedimentos médicos. Além disso, nem todo sangramento anal é causado por hemorroidas.
Os sintomas variam conforme o tipo e a intensidade do problema. Entre os mais comuns estão:
Sangue vermelho vivo no papel higiênico, nas fezes ou no vaso sanitário.
Coceira e irritação ao redor do ânus.
Desconforto ou dor na região anal.
Sensação de inchaço ou presença de um caroço próximo ao ânus.
Saída de tecido pelo ânus durante a evacuação.
As hemorroidas internas geralmente provocam sangramento sem dor, especialmente nos estágios iniciais.
Já as hemorroidas externas podem causar coceira, inchaço e dor, principalmente quando ocorre a formação de um coágulo sanguíneo, situação conhecida como trombose hemorroidária.
Atenção: sangramento nas fezes também pode ocorrer em outras doenças intestinais, incluindo condições mais graves. Por isso, não deve ser atribuído automaticamente à hemorroida.
A principal diferença está na localização.
Desenvolve-se dentro do canal anal, acima de uma região chamada linha pectínea. Pode passar despercebida quando não causa sintomas.
Em alguns casos, a hemorroida interna se projeta para fora do ânus durante a evacuação. Isso é chamado de prolapso.
Os médicos classificam as hemorroidas internas em quatro graus:
Grau I: não se projetam para fora do ânus.
Grau II: saem durante o esforço, mas retornam espontaneamente.
Grau III: saem e precisam ser recolocadas manualmente.
Grau IV: permanecem exteriorizadas e não podem ser recolocadas.
Essa classificação ajuda a orientar a escolha do tratamento.
Localiza-se sob a pele ao redor do ânus.
Pode provocar inchaço, sensibilidade e desconforto. Quando ocorre trombose, costuma surgir um caroço endurecido e bastante doloroso.
A intensidade da dor não indica, necessariamente, o grau de uma hemorroida interna. Uma hemorroida externa trombosada, por exemplo, pode causar dor intensa mesmo sem prolapso interno avançado.
O desenvolvimento da doença hemorroidária está relacionado ao aumento de pressão na região anal e a alterações dos tecidos que sustentam essas estruturas vasculares.
Alguns fatores associados são:
Prisão de ventre e esforço frequente para evacuar.
Permanecer muito tempo sentado no vaso sanitário.
Diarreia crônica.
Dieta pobre em fibras.
Gravidez.
Envelhecimento dos tecidos de sustentação.
Levantamento frequente de objetos pesados.
Ter um desses fatores não significa que a pessoa desenvolverá hemorroidas. A condição pode surgir pela combinação de diferentes fatores.
O diagnóstico começa pela avaliação dos sintomas e dos hábitos intestinais do paciente.
Durante a consulta, o médico pode examinar a região anal e, quando necessário, realizar o toque retal ou a anuscopia, exame que permite visualizar o interior do canal anal.
Em determinadas situações, especialmente quando há sangramento intestinal, alterações persistentes do funcionamento do intestino ou fatores de risco, pode ser indicada uma colonoscopia.
Esse exame permite avaliar o interior do intestino grosso e investigar outras possíveis causas dos sintomas.
O tratamento depende do tipo, da gravidade dos sintomas e dos resultados da avaliação médica.
As medidas iniciais costumam incluir maior consumo de fibras, hidratação adequada e redução do esforço durante a evacuação.
Frutas, verduras, legumes e cereais integrais podem ajudar a melhorar o funcionamento intestinal.
Também é recomendado evitar permanecer muito tempo no vaso sanitário e não fazer força excessiva ao evacuar.
Alguns medicamentos tópicos podem aliviar temporariamente a coceira e o desconforto.
Entretanto, eles não são adequados para todas as situações e não substituem a investigação das causas do sangramento.
O uso prolongado de pomadas com corticoides, por exemplo, pode causar efeitos indesejados na pele. Por isso, o tratamento deve seguir orientação profissional.
Quando os sintomas persistem, o médico pode considerar tratamentos como:
Ligadura elástica: utiliza um pequeno anel para interromper a circulação na base de uma hemorroida interna, fazendo com que o tecido tratado se desprenda posteriormente.
Escleroterapia: consiste na aplicação de uma substância que promove a redução do tecido hemorroidário.
Coagulação infravermelha: utiliza energia térmica para tratar determinados casos de hemorroidas internas.
A indicação depende principalmente do tipo e do grau da doença.
A cirurgia pode ser considerada em casos avançados, recorrentes ou que não respondem adequadamente aos tratamentos menos invasivos.
Um dos procedimentos utilizados é a hemorroidectomia, que consiste na remoção cirúrgica do tecido hemorroidário comprometido.
Embora seja uma opção eficaz para casos selecionados, a recuperação pode envolver dor e necessidade de cuidados específicos.
Nem toda hemorroida precisa de cirurgia. A decisão deve considerar os sintomas, os riscos e as alternativas disponíveis.
Os sintomas leves podem melhorar com medidas conservadoras, especialmente quando há correção da prisão de ventre ou de hábitos que aumentam a pressão durante a evacuação.
Isso não significa, porém, que todas as hemorroidas desapareçam completamente.
Casos com prolapso importante ou sintomas recorrentes podem exigir avaliação e tratamento específico.
É importante buscar avaliação se houver sangramento pelo ânus, dor persistente, caroços dolorosos ou sintomas que não melhoram com os cuidados iniciais.
Sangramento intenso, tontura, desmaio ou fraqueza importante exigem atendimento imediato.
Evitar a automedicação e investigar corretamente os sintomas ajuda a identificar o tratamento mais adequado.
O Hospital e Maternidade Santa Cecília, em Espigão d'Oeste, oferece atendimento em gastroenterologia e exames para investigação de problemas digestivos e intestinais.
Dheysson de Souza Silva
Redator de conteúdo do Hospital e Maternidade Santa Cecília
Data de publicação:

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