
Gastrite: sintomas, causas e como é feito o tratamento
Gastrite nem sempre causa sintomas. Conheça as principais causas, como é feito o diagnóstico e os tratamentos indicados em cada situação.
23 de outubro de 2026
Por Hospital e Maternidade Santa Cecília

Descobrir um mioma durante um ultrassom ginecológico pode gerar preocupação, principalmente quando surgem dúvidas sobre cirurgia, fertilidade e risco de câncer.
A boa notícia é que os miomas uterinos são tumores benignos e nem sempre precisam de tratamento. Muitas mulheres convivem com eles sem apresentar sintomas.
Em outros casos, podem causar sangramento menstrual intenso, cólicas e pressão na região pélvica.
A necessidade de tratamento depende de fatores como tamanho, localização, sintomas e planos de gravidez.
O mioma, também chamado de leiomioma uterino, é um tumor benigno formado principalmente por células musculares do útero.
Ele pode surgir como um único nódulo ou em múltiplas formações, com tamanhos bastante variados.
Alguns miomas são tão pequenos que só são identificados por exames de imagem. Outros podem crescer e alterar o formato ou o volume do útero.
Ter um mioma não significa ter câncer. Miomas e tumores malignos do músculo uterino são condições diferentes.
Nem todas as mulheres com mioma apresentam sintomas.
Quando eles aparecem, os mais comuns incluem:
Menstruação intensa ou prolongada.
Cólicas menstruais.
Sangramento fora do período menstrual.
Sensação de peso ou pressão na parte inferior do abdômen.
Aumento do volume abdominal em alguns casos.
Vontade frequente de urinar.
Prisão de ventre, dependendo da localização do mioma.
Dor ou desconforto durante a relação sexual.
O sangramento menstrual intenso merece atenção porque pode provocar anemia por deficiência de ferro.
A mulher pode perceber cansaço excessivo, fraqueza ou falta de ar aos esforços, especialmente quando a perda sanguínea é prolongada.
Esses sintomas também podem ocorrer em outras doenças ginecológicas. Por isso, a avaliação médica é necessária para identificar sua causa.
Os miomas são classificados principalmente conforme sua localização no útero.
Desenvolve-se na parede muscular do útero.
É um dos tipos mais comuns e pode provocar alterações menstruais, pressão pélvica ou aumento do volume uterino.
Cresce em direção à cavidade interna do útero, onde fica o endométrio.
Mesmo quando não é muito grande, pode causar sangramento menstrual importante.
Dependendo do tamanho e da localização, também pode interferir na fertilidade.
Desenvolve-se em direção à superfície externa do útero.
Quando aumenta de tamanho, pode comprimir estruturas próximas, como a bexiga ou o intestino.
A localização ajuda a explicar por que miomas de tamanhos semelhantes podem provocar sintomas diferentes.
A causa exata dos miomas uterinos ainda não é completamente conhecida.
Seu desenvolvimento está associado a alterações celulares, fatores genéticos e à influência de hormônios, principalmente estrogênio e progesterona.
A idade reprodutiva e o histórico familiar também estão relacionados ao aparecimento desses tumores.
Como a atividade hormonal diminui após a menopausa, muitos miomas tendem a reduzir de tamanho nessa fase.
Não existe uma medida isolada capaz de impedir o aparecimento de todos os miomas.
O diagnóstico começa com a avaliação ginecológica, considerando os sintomas, o histórico menstrual e o exame físico.
O ultrassom pélvico ou transvaginal é um dos principais exames utilizados para identificar miomas.
Ele permite avaliar características como:
Quantidade de nódulos.
Localização no útero.
Dimensões aproximadas.
Possíveis alterações na cavidade uterina.
Em situações específicas, o médico pode solicitar ressonância magnética, histerossonografia ou histeroscopia para investigar melhor a localização dos miomas e planejar o tratamento.
Nem sempre.
Quando o mioma não provoca sintomas relevantes, pode ser suficiente realizar acompanhamento ginecológico, sem necessidade de intervenção imediata.
A cirurgia pode ser considerada quando existe sangramento importante, anemia, dor persistente, compressão de órgãos próximos ou outros problemas relacionados ao mioma.
O tamanho isoladamente não determina a necessidade de operar.
A escolha também depende da idade, do desejo de engravidar e da resposta aos tratamentos disponíveis.
Existem diferentes possibilidades de tratamento, que devem ser individualizadas.
Alguns medicamentos hormonais e não hormonais podem ser utilizados para controlar o sangramento menstrual e outros sintomas.
Em situações selecionadas, tratamentos hormonais específicos podem reduzir temporariamente o volume dos miomas.
Nem todos os medicamentos eliminam os nódulos, e a escolha depende das condições clínicas da paciente.
A miomectomia é a cirurgia de retirada dos miomas, preservando o útero.
Pode ser considerada especialmente quando existe desejo de gestação futura.
Dependendo da localização e das características do mioma, o procedimento pode ser realizado por diferentes técnicas, incluindo histeroscopia, laparoscopia ou cirurgia aberta.
A histerectomia consiste na retirada do útero.
Pode ser uma alternativa em situações específicas, principalmente quando os sintomas são importantes e outros tratamentos não são adequados ou não tiveram o resultado esperado.
Como a retirada do útero impede futuras gestações, a decisão exige avaliação cuidadosa e conversa sobre as alternativas.
Entenda também como é feita a histerectomia e o que esperar da recuperação.
É um procedimento que reduz o suprimento sanguíneo dos miomas, buscando diminuir seu tamanho e os sintomas.
Pode ser uma alternativa em determinadas situações, mas exige avaliação especializada, sobretudo quando há desejo de gravidez.
Sim. Muitas mulheres com miomas conseguem engravidar naturalmente.
Entretanto, a localização, a quantidade e o tamanho dos nódulos podem interferir na fertilidade ou no desenvolvimento da gestação em alguns casos.
Miomas que deformam a cavidade uterina, especialmente os submucosos, podem ter maior impacto sobre a implantação do embrião e a manutenção da gravidez.
Isso não significa que toda mulher com mioma terá dificuldade para engravidar.
Quando existe infertilidade, é importante investigar outras possíveis causas antes de atribuir o problema exclusivamente ao mioma.
Algumas situações merecem avaliação ginecológica, como:
Sangramento menstrual que interfere nas atividades diárias.
Suspeita ou diagnóstico de anemia.
Dor pélvica persistente.
Aumento importante do volume abdominal.
Alterações urinárias relacionadas à pressão pélvica.
Dificuldade para engravidar.
Sangramento vaginal muito intenso acompanhado de tontura ou desmaio, assim como dor abdominal súbita e intensa, exige atendimento imediato.
Se você apresenta sangramento menstrual intenso, cólicas persistentes ou recebeu um diagnóstico de mioma em um exame de rotina, procure orientação ginecológica.
A avaliação permite identificar a localização e as características dos nódulos, além de discutir se há necessidade de acompanhamento ou tratamento.
O Hospital e Maternidade Santa Cecília, em Espigão d'Oeste, oferece consultas ginecológicas e exames para investigação da saúde da mulher.
American College of Obstetricians and Gynecologists. Uterine Fibroids
Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Leiomioma de Útero
FEBRASGO. Diagnóstico e tratamento do sangramento uterino anormal agudo
Dheysson de Souza Silva
Redator de conteúdo do Hospital e Maternidade Santa Cecília
Data de publicação:

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